Olhei para as ondas de um mar
Que de vermelho se faz
E o mar transformou-se em vida
E em espiga se desfaz
Do mar nasceu uma tela
Que para mim sorria
E de cada letra tão bela
Um sonho renascia
Vinham com as letras alguns ventos
Que de rosa se vestiam
Traziam certos sentimentos
E nas dunas se escondiam
Eram verdes os meus olhares
E na tela se encantaram
E vinham também as gaivotas
Que na areia desmaiaram
Dei um salto nas cores
Que pincelavam este sentir
Dos ramos saíram gestos
Que não me deixaram fugir
Deixei-me entrar neste quadro
E ao paraíso fui levado
Dele não quero mais soltar-me
Deixem-me ficar encantado.
sexta-feira, 9 de abril de 2010
quinta-feira, 8 de abril de 2010
Vem vida, deixa-me
Acariciar o veludo do teu tempo
Abre os teus braços
Deixa-me
Ouvir o som dos teus passos
Segue este branco
Em que registo
Estas letras que o não são mais
São sonhos
Deste tempo
Em que existo
E sem elas não viverei jamais
Vem vida, descruza-me
As linhas que vinhas tecendo
E com os dias desfazendo
As horas que não eram iguais
Segreda-me as palavras
Que só tu sabes segredar
Agora já não te resisto
Não serei eu se não insisto
Em abrir os sonhos
Para te abraçar.
Penacova (Felgueiras)
06.04.2010
18h59
Acariciar o veludo do teu tempo
Abre os teus braços
Deixa-me
Ouvir o som dos teus passos
Segue este branco
Em que registo
Estas letras que o não são mais
São sonhos
Deste tempo
Em que existo
E sem elas não viverei jamais
Vem vida, descruza-me
As linhas que vinhas tecendo
E com os dias desfazendo
As horas que não eram iguais
Segreda-me as palavras
Que só tu sabes segredar
Agora já não te resisto
Não serei eu se não insisto
Em abrir os sonhos
Para te abraçar.
Penacova (Felgueiras)
06.04.2010
18h59
A casa
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Vozes
há vozes que já não se escutam
mas que ainda se ouvem
contam-nos segredos
tempos passados
memórias de espaços
preenchidos
habitados
E se as vozes nos chegam
deixemos que falem
que nos encantem
que nos embalem
São vozes que se renovam
num espaço que não morreu
perguntemos às vozes
por que chegaram a um mundo
que agora é meu
Ouço as vozes chamarem
um gato que adormeceu
no Sol deste chão
e o chão está gasto
e o gato enrola-se no tempo
que agora só ouve uma palavra:
solidão.
há vozes que já não se escutam
mas que ainda se ouvem
contam-nos segredos
tempos passados
memórias de espaços
preenchidos
habitados
E se as vozes nos chegam
deixemos que falem
que nos encantem
que nos embalem
São vozes que se renovam
num espaço que não morreu
perguntemos às vozes
por que chegaram a um mundo
que agora é meu
Ouço as vozes chamarem
um gato que adormeceu
no Sol deste chão
e o chão está gasto
e o gato enrola-se no tempo
que agora só ouve uma palavra:
solidão.
Memórias de uns dias no Minho
A vida faz-se de momentos, de experiências, de memórias, de lugares, de pessoas, de cores, de sons, de tudo!
Por vezes, exigimos demais da vida quando ela apenas nos pode dar simplicidade. Para quê pedir mais, se é com simplicidade que vamos construindo a nossa felicidade?
Os dias passados na Freguesia de Penacova (Vizela, Felgueiras) foram dias felizes, porque foram repletos de simplicidade, de muita amizade, de muito convívio, de excelente comida e de vinho fantástico. E o verde da paisagem, esse, morrerei com ele no olhar!!!!
terça-feira, 30 de março de 2010
memórias...
Estou triste, calado e só
Tenho a alma mutilada
Sinto o corpo diluído em pó
Deixaram-me a alegria rasgada
Vesti o paraíso de negridão
E o olhar ficou parado
Embrulhei a esperança em solidão
Deixaram-me o riso quebrado
Tirei as cores das telas pintadas
E abandonei a dança no ar
Tenho as fantasias adiadas
Deixaram-me nos olhos um mar
Calei os sons do meu dia
E os pássaros ficaram sem ninho
As flores perderam a magia
Deixaram-me o coração sozinho
Rasguei os livros que não li
Para não ler palavras trocadas
Dos dias risonhos desisti
Deixaram-me as chamas apagadas
E se à noite o silêncio na vida
Se sobrepôs à melodia que chora
Então tenho a alma despida
Tragam-me a morte agora!
Tenho a alma mutilada
Sinto o corpo diluído em pó
Deixaram-me a alegria rasgada
Vesti o paraíso de negridão
E o olhar ficou parado
Embrulhei a esperança em solidão
Deixaram-me o riso quebrado
Tirei as cores das telas pintadas
E abandonei a dança no ar
Tenho as fantasias adiadas
Deixaram-me nos olhos um mar
Calei os sons do meu dia
E os pássaros ficaram sem ninho
As flores perderam a magia
Deixaram-me o coração sozinho
Rasguei os livros que não li
Para não ler palavras trocadas
Dos dias risonhos desisti
Deixaram-me as chamas apagadas
E se à noite o silêncio na vida
Se sobrepôs à melodia que chora
Então tenho a alma despida
Tragam-me a morte agora!
segunda-feira, 29 de março de 2010
Nem nada nem ninguém acalma
A revolta que em mim nasceu
Roubaram-me os passos da alma
Levaram-me o sonho que era só meu
Tiraram-me a verdade e a alegria
E pintaram a vida de escuridão
Esconderam-me o sol durante o dia
Afastaram a melodia da canção
E se aos poucos reinventaram o medo
Para me acompanhar nas passadas
Tragam-me de volta o segredo
E reconquistarei as forças derrotadas
Devolvam-me o sorriso e as flores
Que conseguiram eliminar
Pincelem a minha existência com as cores
Com que eu a andava a pintar
Retirem do universo a hipocrisia
A solidão e a crueldade
Matem os sentimentos malignos
Reinventem a felicidade
Só assim renascerei
Para tudo em que acredito
E se não me deixarem falar
Será no silêncio que GRITO!
A revolta que em mim nasceu
Roubaram-me os passos da alma
Levaram-me o sonho que era só meu
Tiraram-me a verdade e a alegria
E pintaram a vida de escuridão
Esconderam-me o sol durante o dia
Afastaram a melodia da canção
E se aos poucos reinventaram o medo
Para me acompanhar nas passadas
Tragam-me de volta o segredo
E reconquistarei as forças derrotadas
Devolvam-me o sorriso e as flores
Que conseguiram eliminar
Pincelem a minha existência com as cores
Com que eu a andava a pintar
Retirem do universo a hipocrisia
A solidão e a crueldade
Matem os sentimentos malignos
Reinventem a felicidade
Só assim renascerei
Para tudo em que acredito
E se não me deixarem falar
Será no silêncio que GRITO!
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