ARCO-ÍRIS
Tenho nos olhos a cor
Que o mundo me ofereceu
São olhos da cor da alma
Agrestes
Pincelados de ilusão
Calmos, ondulantes
Por vezes rebeldes,
Mas são olhos pintados
Das cores do meu coração
O meu mundo não tem cores
Suficientes para este olhar
Por isso nos meus olhos busco
As tintas para este mundo pintar
Vou aos montes e tiro o verde
Porque a cor me deixa sonhar
Vou ao rio e trago o azul
Para me poder alimentar
Vou ao sol e trago o brilho
Para na vida estar mais colorido
E se a mistura de cores não me agrada
Fecho os olhos
Deixo o mundo
Mas antes faço um arco-íris
Sem cores, mas com sentido.
segunda-feira, 3 de maio de 2010
Sinto que sou semente
Ou indefesa raiz
Palavra de um léxico inexistente
Deste viver aprendiz
Sonho que sou onda de um mar
Cuja vida me invadiu
Queria ser asa, vento, luar
Ou sair desta vida que me fugiu
Sinto que sou flor despida
Na natureza abandonada
Bebo a água desta vida
Nunca tenho a sede saciada
Sonho que trago os meus dias
Cheios de palavras ou gente boa
Revejo-me nas noites frias
Quando o tempo me magoa
Sinto que voo sem qualquer asa
Num espaço vazio do meu tamanho
Vivo para lá da minha casa
Sou deste mundo e mundo não tenho
Sonho que sou nuvem em movimento
À hora do dia fechar
Ave muda, pedra em crescimento
Barco triste, sem navegar
Sinto que beijo a vida
De uma forma quase transparente
Se sou uma alma esquecida
Quero voltar a ser gente.
Ou indefesa raiz
Palavra de um léxico inexistente
Deste viver aprendiz
Sonho que sou onda de um mar
Cuja vida me invadiu
Queria ser asa, vento, luar
Ou sair desta vida que me fugiu
Sinto que sou flor despida
Na natureza abandonada
Bebo a água desta vida
Nunca tenho a sede saciada
Sonho que trago os meus dias
Cheios de palavras ou gente boa
Revejo-me nas noites frias
Quando o tempo me magoa
Sinto que voo sem qualquer asa
Num espaço vazio do meu tamanho
Vivo para lá da minha casa
Sou deste mundo e mundo não tenho
Sonho que sou nuvem em movimento
À hora do dia fechar
Ave muda, pedra em crescimento
Barco triste, sem navegar
Sinto que beijo a vida
De uma forma quase transparente
Se sou uma alma esquecida
Quero voltar a ser gente.
terça-feira, 27 de abril de 2010
Vesti de preto a minha vida
Pintei o olhar com lágrimas de cal
Transformei a chuva em tempestade
Transfigurei a brisa em vendaval
Vendi os sonhos que não tinha
Fechei as portas à ilusão
Regressei de uma vida que não era minha
Fiz emigrar o coração
Embrulhei os sentimentos
Pisei espinhos em terra dura
Vi crescerem os sofrimentos
Despi a farda da aventura
Rasguei as páginas deste caderno
Escrevi palavras sem som nem cor
Voltei em dias de puro inverno
Senti que sem ti não tenho amor
Pintei o olhar com lágrimas de cal
Transformei a chuva em tempestade
Transfigurei a brisa em vendaval
Vendi os sonhos que não tinha
Fechei as portas à ilusão
Regressei de uma vida que não era minha
Fiz emigrar o coração
Embrulhei os sentimentos
Pisei espinhos em terra dura
Vi crescerem os sofrimentos
Despi a farda da aventura
Rasguei as páginas deste caderno
Escrevi palavras sem som nem cor
Voltei em dias de puro inverno
Senti que sem ti não tenho amor
Sentei-me à espera do tempo
Ele nunca chegou
Chegaram os nevoeiros da vida
O amor, a dor, a ferida que se soltou
Olhei-te do alto da esperança
Onde nada esperava ver
Percebi que o tempo também cansa
Como o coração a bater
Bebi um trago do teu copo
Onde o tempo vi passar
Deixaste a sede na alma
Por o teu tempo estranhar
Parei cada segundo com suavidade
E lavando os olhos eu vi
Vi então que sem amizade
De nada valeu o que senti
Regressei aos degraus da existência
Nada tinha acontecido
Li apenas páginas em branco
Do que escrevi nada tinha existido
Decidi ausentar-me de tudo
O meu corpo em nada ficou
Olhei em redor e fugi da vida
Para trás nada mudou.
Poema feito a duas mãos (José Luís e Adão Teles) – porque a própria vida não se faz sozinha, porque a luz não surge do nada, porque a amizade é o sentimento mais forte que move os seres humanos em busca daquilo que se chama felicidade, porque o sentido de tudo é a própria simplicidade!
Ele nunca chegou
Chegaram os nevoeiros da vida
O amor, a dor, a ferida que se soltou
Olhei-te do alto da esperança
Onde nada esperava ver
Percebi que o tempo também cansa
Como o coração a bater
Bebi um trago do teu copo
Onde o tempo vi passar
Deixaste a sede na alma
Por o teu tempo estranhar
Parei cada segundo com suavidade
E lavando os olhos eu vi
Vi então que sem amizade
De nada valeu o que senti
Regressei aos degraus da existência
Nada tinha acontecido
Li apenas páginas em branco
Do que escrevi nada tinha existido
Decidi ausentar-me de tudo
O meu corpo em nada ficou
Olhei em redor e fugi da vida
Para trás nada mudou.
Poema feito a duas mãos (José Luís e Adão Teles) – porque a própria vida não se faz sozinha, porque a luz não surge do nada, porque a amizade é o sentimento mais forte que move os seres humanos em busca daquilo que se chama felicidade, porque o sentido de tudo é a própria simplicidade!
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